Quero o teu sossego, o teu medo e o meu bem e longe, nós ao lado e em frente a ponte, mãos entrelaçadas ao deixar as correntes soltas, partir e correr, deixar ficar tudo o que fomos e fizemos de errado. Quero sentir o vento beijar-me a pele porque eu corro contra ele e não porque ele me abala, rir e saborear o sal no ar, ouvir os teus risos entre o teu respirar. Notas de mar a ir sem regressar, nós a cantar sem pensar e apenas ir sem nos deixarmos cambalear, apenas no embalo do fruto que amadoreceu à luz que tentámos escapar, o sangue finalmente elétrico do pulsar, nós a chorar, entre suspiros, dizendo adeus e sendo nós.

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