Quero o teu sossego, o teu medo e o meu bem e longe, nós ao lado e em frente a ponte, mãos entrelaçadas ao deixar as correntes soltas, partir e correr, deixar ficar tudo o que fomos e fizemos de errado. Quero sentir o vento beijar-me a pele porque eu corro contra ele e não porque ele me abala, rir e saborear o sal no ar, ouvir os teus risos entre o teu respirar. Notas de mar a ir sem regressar, nós a cantar sem pensar e apenas ir sem nos deixarmos cambalear, apenas no embalo do fruto que amadoreceu à luz que tentámos escapar, o sangue finalmente elétrico do pulsar, nós a chorar, entre suspiros, dizendo adeus e sendo nós.
Linha correspondente
Entre linhas soltas Entrelaçados De cores diferentes Realmente separados Se esta parede não cai Caio eu Se a luz não entra Apago-me Se a voz não me alcança Eu calo-me Isolo-me E canto Em tom médio Será que se ouve ao lado? Não como podia, Como temo ser ouvida, canto Até as cordas entalarem o som E as cordas não soam acordo vontade Quero que acordes agora Deixes de tentar reanimar memórias Que foram apenas um momento E o rasto que te deixaram foi temporário Então solta a linha, Pois está solta do outro lado Só por um momento foi mútuo, Agora separado, Agora nada, Nada. Se o sol não atravessa a janela Sai Se a parede separa a realidade Sai Se não te falam Fala Diz Se cantar te magoa Canta como podes No tom que devias Não temas Não temas não obter resposta Um dia terás E pode não ser da mesma linha Ou na mesma linha, Mas irá corresponder, Responde ao que tu sentes Não esperes ser remetente
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