Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2015

Regressar a "casa casa"

Está tudo tão imóvel, o tempo parou, enquanto, ao olhar, não sentir que estou viva, nada faz diferença, nem a maior alegria, nem a maior tristeza. As noites transicionam para os dias, sem nunca quebrarem, hoje é como se fosse ainda início de 2015, desde algures por essa altura que estou presa ao mesmo sintoma. Sistematicamente, a mesma postura, o tentar mudar, não me muda. Ensinaram-me a curar, disseram que tenho um bom suporte e uma boa energia, quem me dera que me pudesse curar, nem ao curar os outros eu sinto que o fiz. Ao sonhar, sinto-me mais desperta do que acordada. Quem me explica isto? Não, não me expliquem, ajudem-me. Digam-me concretamente, como é que eu desligo este sintoma da tomada, eu quero viver, eu quero viver. Pronto! Já disse, era isso que querias não era? Levar-me a este limite? Já cá estou, posso não saber o que quero, disto eu tenho a certeza, quero sentir a vida, pertencer-me. Vocês sabem, sabem ao tempo que estou assim, ao tempo que vos peço um pouco de consciê...

traços estrelares

Revistei o pó das estrelas poisado nos meus ombros Faltou-me muitas vezes o fôlego para soprar Foi por muito tempo o único brilho que via Mas agarrava-se, embebedava-se de mim para permanecer presente Um misto de ódio e saudade Embriaguez de cansaço, num colo falso Inconstante, incoerente Esse casaco é demasiado pesado Um amontoar de vários trapos que nunca foram justos Ainda não tendo encontrado um, Prefiro arrefecer do que vestir um que não se ajuste Traçar a galáxia que me faz Para recuperar o brilho que se perdeu de mim foco foco foco As camuflagens foram apenas proteção Enquanto o coração amadurecer O topázio equilibrar Na almofada descansa o aroma Para viajar é preciso partir da terra Volta, recebo-te, todo este espaço é teu, todo este és tu

Quem se cala, não defende

Reconheço à distância as presenças venenosas, piores são aquelas das quais me queria defender, mas não o posso mais fazer, por várias vezes já respondi e sei o quanto piorou. Pior do que ter de ouvir e calar, é ter de ouvir e ter outra pessoa sentada ao lado calada, em vez de "quem cala consente", eu diria no meu caso que quem se cala, não defende . Irrita-me, revolta-me, mas mais ainda, magoa-me. Se ela não me demonstra amor, que pelo menos não se limite a ver quando me atacam. Apenas quero, todas as semanas, chegar a casa e estar tranquila, mas há sempre aquela presença diabólica presente à mesa, em sussurros cuspidos, em gritos abafados por portas mal fechadas. Mãe, tira esse monstro da tua vida, já que não reconheces o mal que nos faz, reconhece pelo menos o mal que te trouxe e traz. Cada vez que tenho de ouvir de longe como te grita, como te fala, como te desrespeita, é como se fosse eu em frente a essas farpas, porque sou do teu sangue. Então porque não as sentes quand...