O futuro é uma carta em branco
Numa conversa casual e descomprometida sobre planos para o futuro, surge a conclusão a toda a confusão e receio que me tem assombrado. Estou farta das perguntas sobre o que vou fazer depois, da pressão, da decisão em cima de joelhos que só há pouco começaram a correr. Não vou tentar correr mais depressa para acompanhar os outros, para depois não cair perante uma falta de ar. Vou ao meu ritmo, ao meu passo, mantendo a minha respiração regulada. Seis meses mudaram o curso da minha vida, mudaram os meus pré-conceitos e antes disso nunca tive de me confrontar com o que se seguiria depois. Nesta conversa, concluímos que até agora sempre se soube o que viria a seguir ou que depois haveria algo concreto; depois do ciclo o secundário e depois do secundário a faculdade. O medo crucial surge agora, quando o futuro é uma carta em branco em que se pode escrever qualquer coisa. O medo é não saber o que se segue e não haver nada concreto a seguir. E poder sair do caminho pré-definido pela socieda...