180618
Pouca luz me resta, mas parece existir a suficiente para atrair alguns bons momentos, mas não estáveis o suficiente para me permitirem confiar nessa luminosidade, na maioria das vezes, nem a sinto sequer, duvido até que ainda cá esteja. Não consigo distinguir a sensação de pressentimento, do receio de viver, e nisso resulta, perder momentos e chances, ou quando decido arriscar viver, pensando estar a ir contra o medo, e acabar por descobrir que era um mau pressentimento. Parece-me também, que o mau de ter uma chama fraca, é que atrai os sanguessugas. Quando alguém tem um foco de luz radiante, é mais provável que os outros fiquem intimidados pela sua luz, até encadeados, e aí costuma apenas chegar perto quem se empenhou a ir em contra luz por saber que o brilho valia a pena. Quando a chama é fraca, as oportunidades são menos, mas as que são, são mais traiçoeiras. Quando se passa mais tempo às escuras, fica difícil distinguir a luz natural, das artificiais, fica difícil disting...