Mensagens

A mostrar mensagens de outubro, 2014

Faith in nature Coconut Conditioner em Portugal (Review)

Imagem
Há alguns meses comecei a fazer a transição para um estilo de vida vegan, então a necessidade de substituir produtos (tóxicos e testados em animais) que usava habitualmente surgiu e, tendo em conta que não tinha possibilidade de os comprar online, encontrei numa loja em Lisboa que tinha os produtos ideais, um que me seria indispensável era o amaciador por ter o cabelo muito áspero, como já tinha ouvido falar bem dos produtos da faith in nature e por saber que muitos vegans os utilizam, considerei uma escolha segura e decidi comprá-lo, desde que o experimentei até agora tenho estado a adorar! Tem um cheiro ótimo a côco mas nada enjoativo e hidrata bem o cabelo, é só aplicá-lo no cabelo molhado e deixá-lo alguns minutos para fazer efeito, pessoalmente, passo com um pente para tirar os nós e só depois retiro o produto. Podem adquiri-lo online, como por exemplo, na amazon (no site do Reino Unido para pagarem menos portes, ou outros sites) ou na loja em que eu adquiri Ayur q...
Not everything needs a photo But damn how I wish I could share that moment with you How I wish How I wish you could have heard that music next to me The park was almost empty, almost dark The only lights were in the bandstand And in the hands of those who wanted to share that light With someone as bright There were colors painted with funky rythms There was a small crowd around Nearby a lake I wish I could stay awake to this sound To your laugh in between the bass lines And the vibrant guitars These shoulders are heavy Along with a back that bends in the wrong way Shoes don't make a pretty walk Feet do So do you Do you? Want to walk that pretty walk with me Teach me how to step on the ground with fire Leaving sparkling stars behind Preaching fresh melodies

Verde

Olhei para a memória fotográfica, O sorriso que me deslumbrou tinha um recanto de intriga E suava doce como uma canção que se adora e se quer ouvir outra vez Mãos que entrelaçavam planos Era tudo o que queria sem saber, Criei sem saber um novo sentir, sem querer, quis. Nada será e um regresso não me garante que tropece Que encontre a melodia a cantar para mim Estar sem os pés no chão, num abraço, Fez o fim chegar tão rápido, pés assentes no chão, fui, foi Há um tempero que revela o sabor autêntico, Era mesmo assim, doce, E alguém que consegue fazer-me procurar por uma nova cor, Para além de azul e amarelo, É alguém que não me é indiferente, Porém a história é porque é apenas Um pequeno livro com um capítulo.
Não há muito que possa contar, não, não é isso. Há muito que eu não sei contar nem pressionar em letras. Recolho-me numa caixa, adapto-me ao desconfortável conforto Planeava ter tudo sem pós, sem por fazeres, sem não usados por vender Desejava por agora já ter mais espaço para respirar, ar mais puro As partículas acumulam-se aqui, no pescoço Tusso vezes tantas que não conto, para tentar expelir o desconforto, não sai Mas está lá, pois eu sinto-o, incomoda Então sai, já, agora! Qual é a cura? Quanto é o esforço? A culpa vincula a pele, rasteja com garras, Deixando marcas de erros e lembranças de gostos Não senti chegar, só quando já eram estilhaços ensaguentados Roupas encharcadas, pratos partidos, portas fechadas, sentidos escondidos. Não notei anoitecer, estava de pálpebras baixas para não ser encadeada pela realidade Agora a luz é o que procuro, é o que não encontro, não sinto por dentro, vejo-a, Não a consigo inspirar, olho em frente, não era suposto senti-la? Faz...

Calo-me em sussurros

Se me arrisco a perder a voz E perdê-la por alguém que não chega para me ouvir Aprendo que não irei soar este som junto de ouvidos de quem apenas quer adoçar a fala Falo daqui, não ouvem, não querem Quebrar distâncias para me fazer ouvir, Tenho-o feito demais A última lágrima de paciência ficou na garganta E arranha, tanto Eu perdi a voz audível à distância Despedi-me da voz forçada para que me oiçam Sobra-me apenas o sussurro Que soará quando eu falar Vou um dia despedir-me de quem não quis ouvir De alguns, já parti Ardor quente amargo que calo Nesta voz que se cativa porque não a deixo falar E quando falo, expando-a até se arriscar Quando apenas voz pequena está ligada Irá apenas comunicar quem quiser ouvir Isso, roucamente aprendi Sou esse vento que passa na hora errada Que despenteia planos Aborrece tantos, Vou ser neblina ténue que refina os vidros dos carros E deixá-la ser guiada, levada, para longe daqui Que não ouvem, que não querem ouvir, Não prec...
Aqui tão perto Perco quem sou Sou o norte ou o sul Debaixo do sol e céu azul Almofadas encharcadas de água Janela quadrada na diagonal por cima Casa, qual? Não te cases, dizem cá de perto Casa-te, dizem lá do longe E eu não sei se o faço Sei o estrago que a ausência numa casa causa E que o excesso de presença não bem vinda Rouba a réstia quase sumida do conforto de se estar na origem Quatro casas Em nenhuma completamente autêntica ou descansada Não quero casar por querer sentir-me em casa Talvez queira se esteja com alguém que me faça sentir assim em qualquer lugar Mas não quero depender Quero encontrar em mim um lugar, Um sentir do meu ser Em que estou completamente em casa Plenamente confortável
A drug I never tasted and I'm addicted to You
Encontrei-te tantas vezes com propósito, intenção Nas ocasionais, Não estava apresentada para te impressionar E tanto tempo passado Dou por mim a sentir ansiedade misturada com aqueles puxões, Atração É um mistério que não sei desvendar Queria nunca o ter descoberto Ser ignorante àquele sorriso exposto Corpo sempre pronto a viver Criei tantas vezes ilusões Tu a maior criação Quero deitar-te fora como já deitei tantos textos e desenhos Já há muito percebi O meu caminho não é perto de ti Então agora que já não ajo sob impulsos ingénuos Porque se cruza com o teu Sei que estás feliz, que não vou nunca declarar-te Eu não sei nada de ti Dizer que te deixei, Não o fiz, É impossível partir de um sítio em que nunca estive Talvez sejas a referência Quando não me refugiar mais em ilusões e maus hábitos O teu sorriso será apenas um E tu serás apenas alguém E eu serei eu, assumidamente eu, Sem planear passos para quem me poderá ver, Irei olhar o reflexo e sair Diri...
Distante estão as noites em que eu ansiava ver aquela série que saía à sexta, esperava todas as semanas, fazia o pedido indireto daquela comida de plástico e gelado para acompanhar. Quando o pedido não vinha, a noite perdia o significado, quando tinha a comida, enchia-me demasiado, quando via a série, passava-a sempre à frente um bocado, quando não saía o episódio novo, a noite perdia o significado... ou eu achava. Recordo essas noites com uma memória traiçoeira, que tenta a todo o momento distorcer essas memórias, fazendo-as parecer que foram felizes e agradáveis, mas a sexta não tinha significado, era apenas o dia em que eu podia fugir de tudo, ignorar o caos mais próximo, colocar os fones, sentar-me e alimentar o meu ódio. Na altura, o caos não me rodeava, eu era o caos e projetava-o à minha volta, as noites acabavam com a textura suave das almofadas, os dias multiplicavam os amargos e eu, ficava ali, mantendo a mesma rotina, fugindo à realidade por meios que apenas me faziam sentir...

Está tudo bem

A resposta já está cosida na língua A partir de quando aprendemos a não dispôr a verdade? A favor dos outros, evitando incómodo Quando se tornou aceitável fazê-lo? E quando se tornou uma regra? Boas maneiras, manter a postura, sorrir e acenar Então a quem contamos a verdade? E será que conseguimos? Depois de tanto tempo a mantê-la cativa Porquê? É mau sentirmos, estarmos frágeis, não estarmos bem? Para além disso, é impossível estar tudo bem Reclusos de três palavras Começos que não se unem Pontes que não se erguem E fins que se dão Porque alcançar esperando a resposta aceitável É pior que nada perguntar E outros calam-se E sofrem no silêncio São os pouco-faladores Pelo menos falam verdade interna Em vez de falarem de tudo menos do que realmente sentem E outros insistem Mas todos consentem, Está tudo bem.