Está tudo bem
A resposta já está cosida na língua
A partir de quando aprendemos a não dispôr a verdade?
A favor dos outros, evitando incómodo
Quando se tornou aceitável fazê-lo?
E quando se tornou uma regra?
Boas maneiras, manter a postura, sorrir e acenar
Então a quem contamos a verdade?
E será que conseguimos?
Depois de tanto tempo a mantê-la cativa
Porquê?
É mau sentirmos, estarmos frágeis, não estarmos bem?
Para além disso, é impossível estar tudo bem
Reclusos de três palavras
Começos que não se unem
Pontes que não se erguem
E fins que se dão
Porque alcançar esperando a resposta aceitável
É pior que nada perguntar
E outros calam-se
E sofrem no silêncio
São os pouco-faladores
Pelo menos falam verdade interna
Em vez de falarem de tudo menos do que realmente sentem
E outros insistem
Mas todos consentem,
Está tudo bem.
A partir de quando aprendemos a não dispôr a verdade?
A favor dos outros, evitando incómodo
Quando se tornou aceitável fazê-lo?
E quando se tornou uma regra?
Boas maneiras, manter a postura, sorrir e acenar
Então a quem contamos a verdade?
E será que conseguimos?
Depois de tanto tempo a mantê-la cativa
Porquê?
É mau sentirmos, estarmos frágeis, não estarmos bem?
Para além disso, é impossível estar tudo bem
Reclusos de três palavras
Começos que não se unem
Pontes que não se erguem
E fins que se dão
Porque alcançar esperando a resposta aceitável
É pior que nada perguntar
E outros calam-se
E sofrem no silêncio
São os pouco-faladores
Pelo menos falam verdade interna
Em vez de falarem de tudo menos do que realmente sentem
E outros insistem
Mas todos consentem,
Está tudo bem.
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