Para ti, Portugal
Prometo gostar de ti para sempre. Enquanto o mar me deslumbrar e qualquer luz que brilhe mais forte me lembrar do teu sol quente, eu vou voltar. Seja por um dia ou por meses. Para mim casa já deixou de ser um lugar único e definido há algum tempo. Agradeço tanto por ter tido a oportunidade de chamar "casa" a sítios que me permitiram sentir assim. Mas como um colo de avó, como um abraço apertado de saudade, voltar será sempre uma palavra, mesmo que viver não seja. O meu berço, a minha capital de ternura, será sempre Portugal. Nada apaga isso e não há nada que se aproxime à sensação de ver este país desde as núvens e aterrar com uma bagagem cheia de saudade e memórias. É bem verdade que é preciso não ter ou não estar, para dar mais valor. Por mais tempo que esteja longe, mantenho-me a par, orgulho-me das vitórias, entrego a minha solidariedade nas derrotas. Obrigada por poder crescer aí, num país de gente quente, de braços abertos, prontos a rasgar sorrisos a qualquer mome...