Solta o destino
Prende o meu nome nos teus lábios, enrola-o e guarda-o. Falei de ti tantas vezes sem vergonha, mas hoje eu receio ter o teu nome preso nos meus lábios, eu quero cuspi-lo, mas, ao mesmo tempo, continuar a saboreá-lo. Porque é que me prendo tanto ao que sinto por ti? Segundo raciocínio, eu nunca serei pronunciada por ti, nós nunca seremos um par, eu sou ímpar e tu fazes par com outra pessoa, com uma pessoa melhor, mais feliz, mais bonita, mais inteligente, uma pessoa mais em tudo que eu. Porque é que eu quero consertar a tua dor quando te magoam? Porque te quero ter, proteger-te e fazer-te feliz? Não sei porquê, talvez nunca desvende estas questões, mas não ter respostas deixa-me esperançosa pela réstia de possibilidade que sempre sobrou. Se isto fosse apenas uma ilusão, eu acordava, mas tu fugiste dos meus sonhos e fizeste parte da minha realidade. Eu já estou acordada e ver-te, não me deixa dormir descansada, estou presa à possibilidade nunca desencadeada, não saberia nunca como...