Sozinha na madrugada

Às 3h da manhã estou só comigo
A minha alma acesa
Não penso em ti
Durmo na esperança de sonhar contigo
Se não te tenho
Pelo menos que me pertenças na inconsciência
Mas aquela parte de mim racional
Não me deixa sonhar, não contigo
Quando eu gosto,
Não provo o gosto em utopias
O fascínio por feitiçarias
Cravam-me de feridas

Deixa-me sonhar
Deixa-me sonhar
Deixa-me sonhar

Esta utopia criada por mim,
Porque não é espelhada na quimera?

Ah... sei lá o que quero
Já nem me culpo por errar
Erro sem peso
A medida já não a tiro
Deixa ser
Deixa-me ser
Deixa-me imaginar
Deixa-me sonhar
Com aquilo que não posso ter

Quão amargo é o sabor de quem não prova sequer o amor na ilusão?
Esse gosto revela-se no vazio de um abraço,
Na alma acesa de madruga
Ansiar por alguém que atice a chama
E aqueça o frio da noite
Que fique até depois,
Para iluminar o dia

Trago amargo
Estar-se sobre o feitiço de alguém que não é feiticeiro
Eu quero ser enfeitiçada por um mago que me queira...

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