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A mostrar mensagens de abril, 2014

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Não é o ritmo que passa nem o chão que balança, é o movimento que se faz, fazer do corpo, dança. Se a brisa não passa, corre tu e fá-la existir. Temos o poder de mudar, temos o poder de ser felizes.

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Quando eu escrevo as saudades que tenho de alguém Eu descrevo o que sinto Porque sinto? Eu não sei. São saudades estranhas Saudades de estranhos que nunca me foram realmente íntimos No entanto, os que mantenho próximos Nunca me causaram tal efeito Sou feita de sonhos e inseguranças Sou a minha casa e como amo Mas se eu te amo Eu não sou nada Porque tu não me és nada Mas és-me tanto E eu pondero se talvez Essas saudades sejam ilusões E se do que eu realmente sinto falta É de me sentir completamente eu E segura de mim independentemente de quem seja E se estes versos estão mal divididos, Que importa? Se eu confio que eles estão bem escritos E descrevem o que sinto, Então estou completa por momentos Por esta confusão tornar-se clara quando escrevo Porém ainda sinto falta, Espero que um dia deixe de te sentir e me sinta.

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Não sei de ti ou dele ou do outro. Sei um pouco de mim e sinto-me mais perto da felicidade do que do fim e é tão bonita a vista, da planície para o abismo, mas será tão mais a do topo da montanha. É imensa a vontade, mas a preguiça é grande e ganha. Sou um corpo cheio de sonhos corrompidos por desilusões e medos, e insegura ao ponto de querer tornar interrogações todas as frases que escrevo. Sinto tanto o medo, mas sinto tanto amor, talvez esses me tenham mantido na vida, por ter demasiado receio de uma morte falhada, por querer esperar pela pessoa que irá retribuir o que sinto com a mesma intensidade. Tenho defeitos e, cada vez que me olhares, irás encontrá-los, eu tenho medo que eles ocultem quem realmente sou, mas tenho mais receio que, mesmo que me vejas cá dentro, eu não seja o suficiente. É tudo muito verdade que temos de nos amar, porém é inevitável o desejo de termos alguém que nos ame naturalmente.

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Gosto de sentir o sabor salgado das minhas lágrimas e ouvir alguém gritar que vitórias se conquistam, se sobrepõem às falhas. Aqui estou eu, de pé, sentada, deitada, cada dia pousa em mim situações e emoções diferentes e, quando sinto tremor neste caminho, eu sei que não estou sozinha, tenho comigo os meus erros e  as minhas vitórias, memórias e histórias de coragem. Saber que tenho um chão que não irá desabar e um céu que estará sempre a vigiar-me, permite-me caminhar segura. Estou melhor, mais, mais, mais, mais... feliz, descansada, preparada. Esta vida às vezes parece não saber a nada, mas pode saber a tanta coisa, posso provar tudo, às vezes acho que finjo não saber nada, mas eu sei que sei e sei que se sabe a nada, é porque deixei de provar a vida. Zero medicamentos tomei para melhorar, precisei apenas de fazer uma dieta, cortar nos pensamentos negativos e alimentar-me dos bons. Quem sou eu? Não sei, apenas sou.

Nós desta terra

Este mundo é tão nosso como são nossas as nossas mãos E os nossos olhos, O ar que eu respiro É o ar que tu respiras É tão nosso que as nossas pegadas se renovam E se apagam E no sítio delas nascem plantas É nosso o sol, nosso o mar, A areia, a terra, toda a esfera Este mundo é tão nosso quanto nós somos dele E se cuidamos de nós, porque não cuidamos dele? Se ele é parte de nós, nós somos parte dele e toda a parte de nós precisa dele, Porque o desprezamos? Só quando o ar for o fumo do fogo que arde a flora, Só quando a água for o sangue derramado na guerra, dos restos mortais de animais, dos nossos corpos inúteis, Só quando o sol nos queimar à exposição, Só quando a chuva corromper onde cai, Só quando o mar afogar todos os cobardes e os corajosos, Só quando a terra tremer e lava dela romper, Só quando o vento nos sufocar, Só quando ela se fartar de ser destruída, contra-atacar, quando ela se manifestar com toda a sua grandeza, quando ela nós matar para se renovar......

Quanto dura um 'para sempre'?

Quanto dura um 'para sempre' se não vivemos para sempre? Diz-se que o universo é infinito porque não se conhece além do explorado, mas pode ter fim, tal como tem fim a vida. Se há algo que tem fim de certeza, é a nossa vida e o amor que carregamos ao longo dela, esse também não é imortal. Independentemente do que cada um acredita (ou não acredita), o fim é um facto, resta-nos apenas preencher a vida de um amor que seja tão poderoso que nos iluda do seu inevitável fim para que, pelo menos, possamos dormir o último sono descansados, despreocupados, felizes e realizados. Um 'para sempre' acaba sempre, mas... talvez nem sempre acabe, ou talvez o amor esteja apenas além da nossa capacidade de o sentir para sempre. " A prova de que o universo é infinito - na verdade, o melhor palpite da cosmologia - é uma impossibilidade. Sempre ficaremos em dúvida se ele é infinito mesmo ou se suas dimensões estão simplesmente além da nossa capacidade medição. "

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Nas prateleiras ainda há pó que sobrou Nas gavetas ainda há inutilidades a ocupar espaço O passado ainda está presente Neste presente que precisa de transcender Para deixar espaço Para o futuro que espera Por um espaço que deixe o sol brilhar There is still dust left on the shelves In the drawers there are still useless objects occupying space  The past is still present  In this present we need to transcend  To leave room  For the future that awaits  For a space that allows the sun to shine

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A luz irradiava tudo por baixo de si, iluminava cada folha, cada tronco, flor, outras prestes a serem, inevitavelmente, irradiou-me também.  A vida sempre a tive, mas o brilho iluminava-me, relembrava-me que a tinha, que a tenho. Corri por campos, terrenos desconhecidos, desintegrada dos pensamentos existenciais, não pensei, apenas existi, ao correr, abraçava toda essa luz em mim e a natureza correspondeu. A chuva não surgiu, as nuvens não cobriram o tecto. Não era eu, eu estava a fazer parte de um conjunto, a sentir-me o universo, sentia-o em mim e eu parte dele.  Tantos dias passo a questionar qual será o meu lugar, percebi que sempre estive no lugar a que pertencia, eu pertenço ao universo, todos nós temos um lugar lá, aqui, mas só se nos consciencializarmos que fazemos parte dele, é que sentimos que somos parte de algo. Talvez por isso, tantas pessoas passem tanto tempo à procura de um sítio a que pertencerem, por não se aperceberem que o lugar deles, o nosso lugar,...

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Se eu errei na escolha das minhas palavras, foi talvez porque não soube de um conjunto de palavras que descrevesse o que eu sentia ou pensava. Há almas que perdem pedaços de amores que amarram ao peito, podemos ser sempre nós, mesmo depois da morte, podemos ter muito vazios, mas enquanto aqui estivermos, o nosso espaço de ser, estará sempre preenchido. E a falta que te faz alguém que respira? Procura alguém, conversando com alguém, encontrarás uma pessoa que te desperte amor, um novo amor. O amor é renovável e tem fim, nada é infinito, nada. Ficar à espera que o corpo que te desperta amor, te ame, é perder tempo, traz o teu próprio corpo ao sítio dos descobrimentos e encontra um que te queira tanto quanto tu o queres. Há tantas almas e tantas palavras que merecem ser ditas, num conjunto de palavras perfeito. Há tantas palavras que eu mereço ouvir, que tu mereces ouvir, que nós desejamos sentir. Um elo não é perfeito, não é infinito, eu espero que o futuro nós seja preenchido de conju...

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Para onde vou? Eu não sei, mas quando lá estou, sinto que lhe faltei, que fiz falta àquela cidade tanto quanto ela me fez. Sinto-me tão eu lá, sinto-me bem e estar lá alimenta-me a alma com música, cultura, pessoas.

Presa na liberdade

Eu sinto a falta de ser alguém para alguém Isto de pertencer a ninguém Deixa-me livre demais Esta liberdade Trouxe dor atrás Não é o corretor que corrige as falhas Debaixo da base Ainda tenho olheiras marcadas Feridas na cara Não me mascaro tanto assim Mas há dias em que queria sair à rua E não parecer o que sinto cá dentro Saí de casa aos 17 Para fugir às humilhações constantes Um sítio diferente Não te cura Mais te prende Voltei Ainda não encontrei o meu lugar Não quero encontrar um lugar em alguém Quero estar ao lado de alguém Esta liberdade excessiva mantém-me refém Enquanto vivo, A máscara cai Hoje ainda dói Eu não sabia que chegava até agora, Mas cheguei Pensava ser fraca, Errei Dei o maior passo da minha vida? - Dei. Perdi o rumo da vida Não o encontrei Procurei, procuro ainda Não é o casaco que tapa este ardor no peito Quero gritar expelir esta dor Nada feito Quero escrever tudo o que sinto Enviar cartas aos meus passados amores, desilu...

Com amor

Eu sei o que tenho que fazer Os sítios a que tenho de ir As tarefas a cumprir A alma deixa-se levar Ela quer descansar Não a deixo cumprir Arrasto-a até ao cansaço Perdoa-me se fui tão fria Incoerente Preguiça constante Perdoa-me se não te amei Agora sei Que o amor foi o que faltou todo este tempo Sem medo criei-o Mas receio que o perdi Não me deixes Como ele me deixou Ainda me lembro de ele à porta, não entrou Não me ignores Como ela me ignorou Ainda me lembro de ela me ver chorar, foi embora Não me deixes Como eu me deixei quase ir Ainda me lembro dos dias em que tentei partir, não fui Ainda estou aqui Foi por mim Fui eu que me amei sem saber Quando ninguém me amou Tu fizeste da dor um começo Por tudo o que te magoou Por tudo o que te matou Deixaste morrer essa dor Mataste-a com amor Mata agora este ego Que impede o teu saber de se exercer, Mata-o com amor.

Sei

Tão aparentemente intacto no seu estado, desvanece gradualmente, pergunto-me como, lembro-me do começo, agradeço. Fiz o melhor que podia, fiz o melhor que sabia e continuo a fazê-lo. Saberei dizer-te um dia o que sou por de trás do que pareço? Nem eu sei dizê-lo ao espelho, nem eu sei dizê-lo para dentro, mas quem sabe? Quem sabe quem é realmente? Somos fragmentos do passado, mas e o presente? E o futuro que planeamos em mente? E os que surgem e ficam e os que surgem e mentem?  Saberás dizer um dia o porquê de seres? Porquê perder tempo a tentar desvendar as respostas? Se eu sei hoje que o que interessa é o empenho que colocamos no exato momento, se eu sei que o futuro é resultado do presente, se eu sei que os planos são apenas sonhos à espera de se tornarem concretos, se eu sei que o que sinto resulta do que eu penso, se eu sei que posso simplesmente ser o melhor que posso ser. Que função tem saber rotular quem sou, eu não sou um produto para ser exposto e vendido, eu sou o...

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Eu não tiro sangue porque não extrai os sentimentos que obstruem a minha alma. Também porque me faz impressão, falem-me de agulhas e eu vou-me embora. Se uns têm as veias obstruídas da porcaria que ingerem, eu tenho as minhas cheias de ideias e desilusões. Acho que eu estou obstruída de sentimentos e pensamentos tóxicos, tenho um aperto no peito e não posso inspirar. Às vezes, a minha visão fica turva, dói-me intensamente a cabeça, às vezes, fico prestes a desmaiar e não desmaio, isto durante uma meia hora, nesse tempo, peço perdão por me ter posto à disposição para ficar assim, agonio enquanto espero que volte ao normal. O meu corpo pede-me que pare e eu ignoro-o até ao dia em que perca a possibilidade de o fazer. Eu sei a teoria, eu sei o que faço de errado e sei que podia ser melhorado, mas falem-me de agulhas e pormenorizadamente de como me terão de operar e tratar se ficar doente, aí eu paro de errar, paro de me maltratar ou talvez ignore e me vá embora.

A falta que faz

Visitei-a poucas vezes, cada vez que ali estive, eu sentia-me tão fora do meu conforto de uma maneira fantástica, em ideologias nunca pensei que houvessem realidades melhores para mim, aceitava a minha terra como aquela que fitava o mar sempre esperançosa, que no verão tinha um sol que iluminava praias, mas ficava sempre à margem, nunca partia para um destino que lhe concretizasse desejos. A ansiedade de chegar e o nervosismo de tomar caminho para a capital, ver caráteres diferentes, gentes mais independentes e diversas, uma energia inesgotável, um transporte para todo o lado, a confusão, as casas, a cultura, o momento esperado realizado. Aquela cidade está infiltrada de almas que se despediram da esperança dos seus lares, que vieram concretizar sonhos ou à procura deles, tem sempre alguém que sabe para onde queres ir, por onde tens de ir, é mais distante de casa, mais fria que casa, mas mais apaixonante que o lar. A falta que eu sinto de ir a Lisboa, de conhecer outra face de mim, de ...

Sê, É

Que utopia ser sem pensar no quê Saber que sim é mentalidade Que idade tem menos de metade do que tens em ti Quando a hora passa fugaz E a luz que te traz, Para sempre presente, Trouxe-te aqui Saber que destino não é apenas um caminho qualquer, é escolhido por ti Nem sempre é só Alguém que te dirige, A escolha mais difícil é aquela que te fazes por ti, A que te faz mais feliz. Quem tem medo não escolhe, Mas eu caminho certa do fim, caminho, eu escolho-te a ti.

Até um dia

Até um dia estrela O sonho já voa bem alto Porém eu ainda caminho descalça Sem pressa, preguiça O tempo passa corrido E nem um arrepio Na pele que é minha Por parte de quem eu escolho como sina Passou depressa demais, vejo ainda sinais Os cadernos já velhos da altura em que éramos Miúdos os dois,  Escolhemos depois percursos diferentes O passado ausente ainda presente porque ainda me ligo Nas páginas em que escrevo, passo a limpo, Descrevo-te, imagino, se gostasses de mim Estarias aqui? Acho que seria feliz Eu nunca te disse: eu quero-te Mas que estranho era, Declarar que passei pela guerra E só agora sou confiante O suficiente para demonstrar o que sinto Agora é indiferente Porque o teu presente excluí-me, fim. No entanto, ainda sinto, este sentimento parece infinito, Quatro outonos sem ti, Até já sem um sorriso, acho que preciso de me esquecer de ti Mas eu não escolho quando sinto ou por quem sinto, Ainda gosto de ti ...

Se há um lugar

Se há um lugar em que podemos entrar e estar juntos, vem comigo. Numa fábrica abandonada com inúmeras janelas sem vidros, por onde entravam os raios de um sol de verão, com heras que entrelaçavam os parapeitos, o telhado estava meio caído, feixes de luz rompiam pelos sorrateiros espaços escondidos entre as telhas, entrámos. Enquanto eu percorria as paredes ásperas e deterioradas com o toque, tu pisavas os restos caídos daquele edifício, alcançaste o bolso do teu casaco e retiraste de lá aquele lume que te relaxa. Eu repreendi-te com o olhar e acenderam-se verdades inflamáveis. - Não me tentes mudar. - disseste. - Apenas quero que estejas bem. - disse eu. - Mas eu estou bem assim. - retorquíste. - Mas não vais estar mais se continuares assim. - disse eu. - Não me chateies, por isso é que... - paraste para inspirar o fumo. - ... posso deixar de querer estar aqui, as outras não me chateavam por isso. - As outras?! As outras juraram-te amor e traíram-te, as outras não que...

Perdi-te?

Se te perdi? Sim, não, não sei. Nunca te tive como meu, logo nunca te perdi, mas nunca te tive, então sempre estiveste perdido de mim. «Porquê?» é uma palavra em questão que carrega tantas respostas e alternativas. Porque nunca te esqueci? Se nunca me alcançaste, se nunca fomos um nós, se nunca fomos amigos, se nunca fomos conhecidos, se nunca fomos amor, se nunca estivemos perdidos... facto é, que quando eu soube de ti, tu soubeste de mim. Pensei por um ano, que me reconhecesses e, por isso, a humilhação tomava conta de mim cada vez que te encontrava, mas apesar disso, sentia o mesmo apego. Se te sonhei? Nunca te imaginei, nunca defini a pessoa que queria, simplesmente foste uma sugestão num aglomerado de possibilidades, assim que te avistei, algo brilhou contrastando com os vultos que por ti passavam. Não vou ser insegura agora, porque posso afirmar com certeza que pelo menos uma vez avistaste esse mesmo brilho em mim, mas eu, ofusquei-te ou apaguei-me de vez quando fui tomada por u...