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Eu não tiro sangue porque não extrai os sentimentos que obstruem a minha alma. Também porque me faz impressão, falem-me de agulhas e eu vou-me embora. Se uns têm as veias obstruídas da porcaria que ingerem, eu tenho as minhas cheias de ideias e desilusões. Acho que eu estou obstruída de sentimentos e pensamentos tóxicos, tenho um aperto no peito e não posso inspirar. Às vezes, a minha visão fica turva, dói-me intensamente a cabeça, às vezes, fico prestes a desmaiar e não desmaio, isto durante uma meia hora, nesse tempo, peço perdão por me ter posto à disposição para ficar assim, agonio enquanto espero que volte ao normal. O meu corpo pede-me que pare e eu ignoro-o até ao dia em que perca a possibilidade de o fazer. Eu sei a teoria, eu sei o que faço de errado e sei que podia ser melhorado, mas falem-me de agulhas e pormenorizadamente de como me terão de operar e tratar se ficar doente, aí eu paro de errar, paro de me maltratar ou talvez ignore e me vá embora.
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