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A mostrar mensagens de setembro, 2014
Ainda falo de ti Na esperança de tanto falar Que te abalo Fazendo-te desaparecer de mim Se já de mim me perdi Também te posso perder Para nunca mais te encontrar Para sempre te esquecer.
Um silêncio quebra-se, mas refaz-se, refortalece-se. Ainda está a guitarra ao canto do quarto, cheio de coisas achadas precisas, vazio de afetos e cheio de inoxidade. As tarefas para expandir o ser ficam por baixo de um pisa-papéis, aí se acumulam, surprimidas pelo peso da incerteza, da apatia, do não saber o que ser. O coração que repousa desconfortáel ainda não eliminou presenças alheias que ainda são causa e fazem parte de planos fictícios e acelerados batimentos cardíacos. Eu não tenho inimigo, mas alguns têm-me assim, encaro-os como a lembrança do que fui, do que não quero voltar a ser, se o meu ser lhes incomoda é porque me vêem a crescer e a melhorar, como nunca pensaram. Abstraio-me de mim, o que estou a tentar suprimir? Para a alma, o cansaço de nada fazer. Eu quero soprar o inútil e respirar no vazio temporário conectado com pessoas que me queiram e que me queiram bem. Hoje eu caio na cama para dormir, caio no chão, se cair, não caio facilmente, mas se cair, já sei como levan...
Nos dilemas intitulados infinitos por não se saber a resposta encontra-se a segurança como um nó e de cada um parte o medo de que se fizer o seu melhor para dar tudo por objetivos, esse seja demasiado forçado, que o nó não resista, que não se resista à quebra, então não te resistas, não te enfrentes, não te olhes ao espelho e te vejas um obstáculo, vê-te, olha-te, és tu e estás aqui, é o teu reflexo distorcido pelas tuas crenças. Revê aquilo em que acreditas, se te crês como incapaz, vês-te como tal, irás observar esse reflexo como impedimento. E o que te impede de ver para além disso? Tu, mas tu não és o impedimento, és a força, o impulso, o acto do pensamento, então não ajas segundo pensamentos críticos. E se o reflexo está distorcido, não seria melhor ser uma bela ilusão do que a ilusão que te impede de seguir caminho?

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Se antes chorava por mim Por quem hoje choro? Serei o filtro do que os outros sentem? Se dou por mim emocionada Por experiências de pessoas que nunca me foram nada Excepto isso, humanos Talvez pelo propósito dos seus momentos,  Eu choro, Por nunca os ter vivido Por mais que pondere Não chego a uma resposta final Tenho medo que a verdade me atinja intensamente Que a verdade seja uma despedida eterna Porque se a verdade foi nunca ter passado por uma emoção forte A que me falta é a morte, Mas a que espero é amor, Por ambas,  Choro

Linha correspondente

Entre linhas soltas Entrelaçados De cores diferentes Realmente separados Se esta parede não cai Caio eu Se a luz não entra Apago-me Se a voz não me alcança Eu calo-me Isolo-me E canto Em tom médio Será que se ouve ao lado? Não como podia, Como temo ser ouvida, canto Até as cordas entalarem o som E as cordas não soam acordo vontade Quero que acordes agora Deixes de tentar reanimar memórias Que foram apenas um momento E o rasto que te deixaram foi temporário Então solta a linha, Pois está solta do outro lado Só por um momento foi mútuo, Agora separado, Agora nada, Nada. Se o sol não atravessa a janela Sai Se a parede separa a realidade Sai Se não te falam Fala Diz Se cantar te magoa Canta como podes No tom que devias Não temas Não temas não obter resposta Um dia terás E pode não ser da mesma linha Ou na mesma linha, Mas irá corresponder, Responde ao que tu sentes Não esperes ser remetente