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A mostrar mensagens de fevereiro, 2016
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E tudo o que somos, irá evaporar-se por fim. A sonolência que verte sobre a loucura e a enclausura com um manto de cinza. Seremos para sempre réstias de ontens que se esqueceram de amanhecer.

Reino luso

Num reino de mendigos e padres, de tediosos e passageiros, de rotinas feitas e inquietos sonhadores, de cães que roubam para enriquecer, e de cães abandonados ao esquecer, de mães que não expiram para suster o estatuto de faz-tudo; Mãe acorda, cozinha, limpa, educa, esconde, chora, mãe não se atrasa, mão limpa lágrimas, mãe lava roupa, passa a roupa, mãe lavada em lágrimas. País de filhos de pais, pais de filhos prodígios, país de narcos, de roubos, de filhos esquecidos, de filhos roubados, de pais sem filhos. Rei de normas auto prediletas, sujeitas ao privilégio de quem as decreta, rei de bolsos cheios, de boca falaciosas diabéticas Terra de putas e poetas promíscuos, os rascunhos e as fodas, pelo menos são consentidos.
Não te disse, o que queria mesmo era sentir o toque do que sentes.