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A mostrar mensagens de outubro, 2017

O que escrevi quando fiz 21

A minha geral insatisfação fez com que procurasse saídas e rotas alternativas até que, eventualmente, tive a felicidade de finalmente pisar os trilhos certos. 21 anos trapalhões; este último ano desafiou-me e ensinou-me muito da pior forma e da melhor maneira, com muitas alegrias e momentos inesquecíveis pelo meio. Obrigada a quem esteve a meu lado durante estes anos todos e esteve lá nos momentos cruciais e a quem partilhou comigo este último ano, que ficará para sempre guardado com muito carinho. Obrigada pelas felicidades e pelas felicidades.

Quinze diferenças

A certa altura, lá no início, quis livrar-me dele. Que não me falasse mais, que não me olhasse, que não me tentasse. Ainda fui atravessada por outra opção e quis respeitá-la, sem que merecesse tanta preocupação minha. Até que descartei a opção, ignorei o medo, silenciei o que diria de mal a sociedade e deixei que me alcançasse, deixei que me sentisse, entrou na minha zona de conforto e ouviu de mim verdades e teve de mim a intimidade emocional que quase ninguém tem. E depois... nunca mais voltou. Dizem que não posso pensar que sou eu, mas sou eu que estou sozinha desde sempre. Vejo formarem-se conexões, aconselhei dezenas de pessoas, mas a minha rede não parece ser compatível com outra. Os poucos que aqui calharam, foram embora. Então como não pensar que sou eu? Como é que posso acreditar que vale a pena esperar por alguém que não me faça duvidar, que me queira com todo o meu bem e com os meus defeitos? Depois de muito tempo vi-o outra vez, e como sempre deixou-me nervosa. Por mais m...