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A mostrar mensagens de dezembro, 2020

Um dia nasce

 Nasce um dia novo, nem os raios de sol deslumbram a sombra que páira. Numa casa sem casos, em caos. Num ano que começou com as minhas melhores conquistas guarda simultaneamente o derrubar das mesmas. O próximo, será voltar a reerguer essas peças que tinha conseguido montar numa harmonia que nunca pensei existir, que agora deixei de conseguir acreditar estar reservada para mim. Mas todos os dias, uns mais que outros, é para lá que caminho, é por esse destino que enfrento estes dias. Mesmo nos dias em que a esperança não acorda, nas semanas em que falham sorrisos, em que falta o ar puro. Era bom ter a meu lado aqueles que me fazem sorrir o mais simples e banal, conviver. Nas palavras há um refúgio, impossível de moldar por restrições ou normas ou politicamente correto. Irei relê-las um dia e conhecer de mim um passado que pensava não conseguir ultrapassar. Talvez escreva como prova, talvez para fossilizar um presente que deve passar de vez a história. Nunca quis tanto virar uma pági...

O ciclo da inspiração

Todos os que (con)vivem com a criatividade, seja por gosto ou trabalho, já se depararam por certo com as diversas fases que fazem parte da construção deste caminho. Os primeiros passos em território desconhecido, as ferramentas nunca vistas na vida, os erros, as tentativas frustradas, o lidar com o ego a sussurrar para deitar tudo ao lixo e nunca mais tentar. A traiçoeira comparação, o mergulho pela busca de inspiração, o deslumbramento pelo que se encontra, a admiração pelo talento abundante que cohabita à nossa volta. A primeira vez que se sente a paixão a arder, a criação a derramar da fonte para o suporte, o impulso de continuar. E daí se estabelece um ciclo, onde nenhuma dessas fases desparecem, tornam-se cada vez mais um desafio em proporção com o desenvolvimento de cada capacidade. Quanto mais desvendamos a panorâmica, mais temos com o que lidar. Há outra fase muito bonita, quando o orgulho saudável se impõe ao ego, e partilhamos com o mundo o que criámos, e chega a alguém, que ...
Há muitas portas bonitas por aí, que guardam lugares ainda mais deslumbrantes que a fachada. Muitas dessas, em que falho ao crer que não sou digna de entrar. As crenças são uma força avassaladora, que nos sustêm, impulsionam ou destroem. Na grande maioria das vezes, a minha falha foi a falta da crença mais básica que estabelece as fundações para tudo o resto na vida; de que sou alguém capaz. Capaz de confiar em mim, capaz de fazer pelo que quero, pelo meu bem e por quem bem me quer. Há portas que conhecemos tão bem que até às escuras as conseguimos destrancar. Às vezes a rotina dá lugar ao comum, e torna aparentemente banal que não estar bem ali é normal desde que se esteja num lugar. É a rasteira que nos entrelaçada no caminho que nos corrói, na casa que não nos pertence por falta de espaço para evoluir, espaço para um futuro, espaço para crescer num solo sem químicos. Tenho de reprogramar um sistema que funcionou na frequência errada durante demasiado tempo, e primeiro vou ter de fin...