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Às vezes somos nada no meio de tudo Senti-mo-nos vazios entre o mundo Encontra-mo-nos em todo no silêncio A imensidão rebenta sobre nós Quebra o nosso pensamento imperfeito E eu não só isto...? E eu não sou só as três palavras com que me descrevi pela vida? As três palavras que me resumiram, Cortaram partes de mim, Para encaixar na parte de um todo Onde vários se rotulam com a mesma palavra Esse todo é farsa Porque cortar várias mãos e juntá-las numa caixa não forma um corpo Arrancar traços pessoais e atirá-los numa gaveta não forma uma pessoa É difícil evitar que nos roubem a identidade A certo ponto, algo nos faz falta E temos de ir assaltar o que sempre nosso foi E se eu sou mais que isto... O que faço com o que de mim sobra?