Recebi um convite para ir a um hotel no Porto. 

Convidada por alguém de quem já me esqueço mais do que me lembro.

Ainda assim pergunto-me, porquê ele? E, mais ainda, porquê o Porto?

Se os sonhos se baseiam nos detalhes que nos prendem, no que nos rodeia ou naquilo em que estamos constantemente a pensar, porque sonhei com elementos que não fazem parte da minha realidade em nenhuma dessas formas?

Hesitei em aceitar, quando ainda não tínhamos conversado verdadeiramente.

Mesmo em sonho, como em realidade, não chegámos a falar. E eu não cheguei a ir ao Porto.

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