Sei
Tão aparentemente intacto no seu estado, desvanece gradualmente, pergunto-me como, lembro-me do começo, agradeço. Fiz o melhor que podia, fiz o melhor que sabia e continuo a fazê-lo. Saberei dizer-te um dia o que sou por de trás do que pareço? Nem eu sei dizê-lo ao espelho, nem eu sei dizê-lo para dentro, mas quem sabe? Quem sabe quem é realmente? Somos fragmentos do passado, mas e o presente? E o futuro que planeamos em mente? E os que surgem e ficam e os que surgem e mentem?
Saberás dizer um dia o porquê de seres? Porquê perder tempo a tentar desvendar as respostas?
Se eu sei hoje que o que interessa é o empenho que colocamos no exato momento, se eu sei que o futuro é resultado do presente, se eu sei que os planos são apenas sonhos à espera de se tornarem concretos, se eu sei que o que sinto resulta do que eu penso, se eu sei que posso simplesmente ser o melhor que posso ser.
Que função tem saber rotular quem sou, eu não sou um produto para ser exposto e vendido, eu sou o produto que eu desenvolvo e crio para ser reeiventado até alcançar o meu melhor estado. Para que servem esses rótulos? Para categorizar cada pessoa em prateleiras diferentes? Mas o mundo é o mesmo. Por mais que queiram distinguir-se dos outros, separarem-se dos outros... no fim, todos morremos, no princípio todos nascemos e, nesse meio a que chamam vida, todos os que nascem, inevitalmente vivem.
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