Quem se cala, não defende
Reconheço à distância as presenças venenosas, piores são aquelas das quais me queria defender, mas não o posso mais fazer, por várias vezes já respondi e sei o quanto piorou. Pior do que ter de ouvir e calar, é ter de ouvir e ter outra pessoa sentada ao lado calada, em vez de "quem cala consente", eu diria no meu caso que quem se cala, não defende. Irrita-me, revolta-me, mas mais ainda, magoa-me. Se ela não me demonstra amor, que pelo menos não se limite a ver quando me atacam. Apenas quero, todas as semanas, chegar a casa e estar tranquila, mas há sempre aquela presença diabólica presente à mesa, em sussurros cuspidos, em gritos abafados por portas mal fechadas.
Mãe, tira esse monstro da tua vida, já que não reconheces o mal que nos faz, reconhece pelo menos o mal que te trouxe e traz. Cada vez que tenho de ouvir de longe como te grita, como te fala, como te desrespeita, é como se fosse eu em frente a essas farpas, porque sou do teu sangue. Então porque não as sentes quando é em mim que ele as espeta? Qualquer medo que tenhas de agir perante isto devia ser inferior à descendência que nos interliga. Se sou tua filha, porque não sobrepões ao medo de não teres amor, o medo de me perder para sempre? O medo de eu me perder para sempre. Já nem me sinto real, talvez um abraço me confortasse enquanto não consigo lidar com este estado, mas não sei há muito o que é sentir um abraço quente, já nem te exijo isso, já aceitei que nós nunca seremos próximas, mas nunca esperei que me valorizasses tão pouco ao ponto de escolheres uma companhia em vez dos teus filhos. Não estou a sofrer só por mim, estou também a sofrer por ti. Cada vez que me calo, crava-se mais uma mágoa que me traz mais entraves para me libertar de todas as feridas, já tenho que cheguem para curar, já tive de perdoar todos os que foram a pólvora dos meus piores momentos, por favor, pára e olha-me, não te cales quando te aviso, não consintas o que ele te grita pois eu não sei quanto tempo mais vou aguentar, não tenho um coração curado e livre para perdoar algo assim. Se não me defendes e se, eu defender-me, torna esta situação pior, corres o grande risco de, quando eu me sustentar, me perderes para sempre. Exteriormente sei o quão inerte pareço, é a única defesa que tenho para coisas como isto, apenas evita mais ataques, o mal atinge-me na mesma. O meu mal humor é a dor a falar alto, por isso quando te queixares disso lembra-te... Quando estás de bom humor eu não estou pois tenho marcado em mim todas as vezes que me inferiorizaste, que me desrespeitaste, que não me defendeste. Não estou de mau humor, estou com uma mágoa mor. Perdi muito de mim à conta disto, imagina só o quão me massacra suportar isto por mim e por ti quando nem fazes o mínimo esforço de corrigir... Mesmo assim, ainda estou aqui.
Mãe, tira esse monstro da tua vida, já que não reconheces o mal que nos faz, reconhece pelo menos o mal que te trouxe e traz. Cada vez que tenho de ouvir de longe como te grita, como te fala, como te desrespeita, é como se fosse eu em frente a essas farpas, porque sou do teu sangue. Então porque não as sentes quando é em mim que ele as espeta? Qualquer medo que tenhas de agir perante isto devia ser inferior à descendência que nos interliga. Se sou tua filha, porque não sobrepões ao medo de não teres amor, o medo de me perder para sempre? O medo de eu me perder para sempre. Já nem me sinto real, talvez um abraço me confortasse enquanto não consigo lidar com este estado, mas não sei há muito o que é sentir um abraço quente, já nem te exijo isso, já aceitei que nós nunca seremos próximas, mas nunca esperei que me valorizasses tão pouco ao ponto de escolheres uma companhia em vez dos teus filhos. Não estou a sofrer só por mim, estou também a sofrer por ti. Cada vez que me calo, crava-se mais uma mágoa que me traz mais entraves para me libertar de todas as feridas, já tenho que cheguem para curar, já tive de perdoar todos os que foram a pólvora dos meus piores momentos, por favor, pára e olha-me, não te cales quando te aviso, não consintas o que ele te grita pois eu não sei quanto tempo mais vou aguentar, não tenho um coração curado e livre para perdoar algo assim. Se não me defendes e se, eu defender-me, torna esta situação pior, corres o grande risco de, quando eu me sustentar, me perderes para sempre. Exteriormente sei o quão inerte pareço, é a única defesa que tenho para coisas como isto, apenas evita mais ataques, o mal atinge-me na mesma. O meu mal humor é a dor a falar alto, por isso quando te queixares disso lembra-te... Quando estás de bom humor eu não estou pois tenho marcado em mim todas as vezes que me inferiorizaste, que me desrespeitaste, que não me defendeste. Não estou de mau humor, estou com uma mágoa mor. Perdi muito de mim à conta disto, imagina só o quão me massacra suportar isto por mim e por ti quando nem fazes o mínimo esforço de corrigir... Mesmo assim, ainda estou aqui.
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