Enquanto a cadeira não se arrasta, o rasto que ficou para traz ainda está em braza, parte dele seduz e é ateado. Em que página se fecha um tormento? O sentido, o estado, o sentimento, o nervoso abafado é o medo disfarçado e o medo preso por um manto de nada, que ofusca, que anula. O sal não arde, o doce não saceia, as ânsias e desejos suprimidos levam a erros de julgamento, o que pensava querer não é o que me alimenta, estou esfomeada mas não encontro o que me preenche. À mínima emoção, reajo num impulso descontrolado e corro até me esconder debaixo do nada. Não tenho o controlo em mim, cansa-me e enlouquece-me ser parte deste nevoeiro, mas à possibilidade de o domar, petrifico e só reajo quando o medo toma conta de mim para pegar na minha mão e fugir, instintivamente, escondo-me. Estou sentada a respirar as cinzas de todos os erros que já fui para não me levantar.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Linha correspondente

Sê, É