Estreia de outubro

Desejo que me tenhas cravada em ti, que quando queiras exfoliar o meu nome, apenas saia o perfume, que percebas de vez o que é evitar o sono com receio de que nem aí me tenhas. Que sintas a língua queimar quando tentares mentir, por perceber que é mesmo o que estás a sentir. Vais sentir-te acordar de um sonho e entrar noutro e tentar fugir para o que seja real, mas eu já não sou só outra, agora tens de dizer o meu nome.
E eu volto? Não sei, porque me deixaste provas de que não és o que me dás a saber e eu não te percebo, mesmo assim, revelei os meus medos, mas eu tenho segredos e tu outros (a)casos. Sei que se cair no teu embalo, não irei conseguir sair. Por favor não me digas coisas que não estás a sentir, porque quando for a sério, já estarei na miséria e tu à minha espera, e eu não sei se volto, não sei se consigo, não sei se posso.
Se não é a altura certa, não me digas o que não estás a sentir.
Entre tanto, já me tens sem saber.

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