A maneira de entrelaçar planos, perdoar danos e sorrir depois de derramar. Como enquadrou o que disse num futuro e manchou a coerência. E depois, tirou-me do chão. Essa maneira de agarrar e desapegar, de dizer que me quer voltar a ver e eu rir porque diz que fica chateado se não o fizer. E eu é que fiquei chateada porque ele não voltou e eu, voltei, para encontrar alguém assim, mas desde aí, nunca mais encontrei alguém com a mesma... luz. Mas pelo menos sei, que há alguém assim, só espero que existam mais. Foi tão improvável, tão doce depois de um longo trago amargo que foi a última vez que colei as minhas palavras em alguém.
Linha correspondente
Entre linhas soltas Entrelaçados De cores diferentes Realmente separados Se esta parede não cai Caio eu Se a luz não entra Apago-me Se a voz não me alcança Eu calo-me Isolo-me E canto Em tom médio Será que se ouve ao lado? Não como podia, Como temo ser ouvida, canto Até as cordas entalarem o som E as cordas não soam acordo vontade Quero que acordes agora Deixes de tentar reanimar memórias Que foram apenas um momento E o rasto que te deixaram foi temporário Então solta a linha, Pois está solta do outro lado Só por um momento foi mútuo, Agora separado, Agora nada, Nada. Se o sol não atravessa a janela Sai Se a parede separa a realidade Sai Se não te falam Fala Diz Se cantar te magoa Canta como podes No tom que devias Não temas Não temas não obter resposta Um dia terás E pode não ser da mesma linha Ou na mesma linha, Mas irá corresponder, Responde ao que tu sentes Não esperes ser remetente
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