Nas entorpecidas presenças, sinto-me mais perto da realidade ao fechar os olhos, ao tentar ver o que sinto em vez de sentir perante o que vejo. Aquele prato já não desejado, a ocasional chávena com café, o habitual gosto de estar fechada, já não cabem em mim. O mar evoca-me a estar perto dele, a água perto do toque, a brisa leve sobre a pele, embalam-me. Que martírio não poder sentir essas pequenas alegrias, não peço mais senão que sinta, que presencie. Neste semestre acho que tenho escrito demasiadas vezes as mesmas palavras, não encontro outras, estou perante o mesmo cenário ainda. Apenas sou mais eu quando estou livre de responsabilidade, de prazos, queria saber como estar assim descontraída mesmo estando com pilhas de algo para fazer. Quem corre por gosto não cansa, por isso quem não encontra o gosto, deterioriza-se lentamente.

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