Cuspo não cura dor

Esse mememé cem vezes já mastigado
Cruzado com chiquisse tiada de cravas intenções
Para o raio que ta parta!
Essa máscara consegue ser pior que a entremeada.

Estou para contar quantas vezes conseguem repetir a mesma piada,
Aquela que nem sequer inventaram.
"Tamu junto"
Estão pois, na mesma ignorância pegados.

Falinhas mansas azedas, longe do meu braço.
Ai de ti que toques no meu prato,
Porque aí vais experimentar a minha mão repentinamente junta com a tua cara.

Sim, estou um bocadinho chateada.
Com a podridão das consciências,
Com os hipócritas que dizem que tenho cara trancada, mas são piores por dentro do que eu por fora.
Sofro de sensibilidade, de coração esponja.

Essas conversas de chachada de chacina à chacota
Não me dizem mesmo nada
È que eles não me disseram mesmo nada
Falaram sobre todos menos os que lá estavam

Estou sim, estou chateada
Revoltada, cansada
Já chorei outra vez por medo que a morte bata na minha porta
Não este verão, este não, mais um ano, mais cinco.
Se me dói isto, o que doerá ser o que tem direito a visita guiada...

Cada vez menos espaço para sofrer por pastilhas mastigadas
Quando os apertos são sufocantes e as lágrimas se rasgam na cara


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