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Eu tirava as minhas roupas para te matar o frio e expirava para te dar ar, mas não me peças para abandonar o que me faz ser eu, não me peças toda a minha dignidade, não abuses da minha humildade, honestidade, não tires do meu ser ao ponto de eu deixar de ser quem sou para me tornar em quem nunca quis ser. Se o fizeres, deixa restos, porque com restos eu posso fazer renascer, plantar e deixar florescer, mas sem nada, eu não sou eu e não serei menos sequer, serei nada, tão nada que outro alguém irá nascer.

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