Solstício
Quis curar-me da dor, mais que isso, redimir-me,
agir por um perdão que sabia que nunca ia receber.
Tinha as mãos manchadas de culpa, do peso de um corpo vazio nos meus braços
e tinha algumas opções, ficar fechada a deixar-me consumir
ou dar de mim por uma causa que precisava de alguém.
Deixei-me ir contra os meus princípios e cedi, sem volta a dar.
Decidi redimir-me, tentar,
e o conforto que não dei como devia,
dei-o onde era preciso.
Já não o faço por perdão
porque, algures nestes meses, o peso aliviou,
e sei que não posso alterar nada do que deixei acontecer,
mas talvez possa salvar uma vida.
Ninguém me apontou como culpada
mais do que eu
e, apesar de tudo,
fui perdoada,
por ele, que nunca me apontou como tal,
e, por fim, por mim,
Algo ou alguém guiou-me para o fazer.
Mas que se lixe isso agora,
ainda tenho saudades
e se pudesse voltar atrás, voltava
porque este tempo que dispenso de mim,
era suposto tê-lo dado a ti.
agir por um perdão que sabia que nunca ia receber.
Tinha as mãos manchadas de culpa, do peso de um corpo vazio nos meus braços
e tinha algumas opções, ficar fechada a deixar-me consumir
ou dar de mim por uma causa que precisava de alguém.
Deixei-me ir contra os meus princípios e cedi, sem volta a dar.
Decidi redimir-me, tentar,
e o conforto que não dei como devia,
dei-o onde era preciso.
Já não o faço por perdão
porque, algures nestes meses, o peso aliviou,
e sei que não posso alterar nada do que deixei acontecer,
mas talvez possa salvar uma vida.
Ninguém me apontou como culpada
mais do que eu
e, apesar de tudo,
fui perdoada,
por ele, que nunca me apontou como tal,
e, por fim, por mim,
Algo ou alguém guiou-me para o fazer.
Mas que se lixe isso agora,
ainda tenho saudades
e se pudesse voltar atrás, voltava
porque este tempo que dispenso de mim,
era suposto tê-lo dado a ti.
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