Acertar de mente
Quando se é vazio em si, quando já nem me oiço, nem me vejo, nem me apercebo que existo... faz sentido que ninguém note. Já nem tenho ninguém por perto que testemunhe que sou real.
Queria poder dizer adeus, de vez, e saber que nunca iria voltar a ser o de agora ou que nunca ia a voltar a ser, estar ou não estar onde estou ou com quem estou, despedir-me e encerrar esta conta, de vez.
É solitário e revolucionário e invisível, é intocável. São as vozes a dizerem para me agarrar a algo que está para vir. E às vozes digo que, há anos que estou a tentar, porque seria diferente agora? Porque não encerram de vez? Não há portas para eu abrir, assumam, eu já assumi.
A saúde está débil, a mente está instável, é a ideal combinação para a ruína total. Empurra o que resta cair, resume-me de vez a pó.
Vá, faz. Sem ressaltos entre isto e aquilo sem nunca ser nada de concreto, de vez, desta vez, define-me escrupulosamente, atira, o alvo está à espera, acerta-me.
Queria poder dizer adeus, de vez, e saber que nunca iria voltar a ser o de agora ou que nunca ia a voltar a ser, estar ou não estar onde estou ou com quem estou, despedir-me e encerrar esta conta, de vez.
É solitário e revolucionário e invisível, é intocável. São as vozes a dizerem para me agarrar a algo que está para vir. E às vozes digo que, há anos que estou a tentar, porque seria diferente agora? Porque não encerram de vez? Não há portas para eu abrir, assumam, eu já assumi.
A saúde está débil, a mente está instável, é a ideal combinação para a ruína total. Empurra o que resta cair, resume-me de vez a pó.
Vá, faz. Sem ressaltos entre isto e aquilo sem nunca ser nada de concreto, de vez, desta vez, define-me escrupulosamente, atira, o alvo está à espera, acerta-me.
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