Ei, agora a sério.
Fala sobre o tempo, sobre aquelas merdas que te irritam diariamente seriamente, sobre aquele gajo chato, mas sempre presente quando precisas, sobre aquele pôr do sol feito de algodão doce que viste pôr-se um ou dois segundos antes de desvanecer. Sobre aquela vez que te apaixonaste a sério e doeu para caraças, como nunca pensaste que gostar de alguém doesse.
Percebes?
Fala sobre a vida, o que se passa? Não sabes conservar ou é assim que tens de forçar? Porque é que a conversa flui mais com um desconhecido qualquer? E desde quando é que é normal eu saber mais de um desconhecido do que vice-versa em vários meses?
A vontade dita muita coisa e se a tua realmente falasse, se a tua fosse esta, se fosse isto, se fosse eu, falavas de tudo menos de uma coisa. E de uma só coisa é precisamente do que falas.
2NOV.
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