Um dia não haverão mais cartas a escrever, os teus sonhos não estarão mais na almofada, mas no chão em que pisares. O cansaço arrasta-me para debaixo dos lençóis, ali pasmo perante o que nem sequer vejo em primeiro plano. A trovoada rompe e não me sobressalta, não sei como acordar na realidade. Tenho-a mesmo à minha frente, foi revelada em factos e verdades, a minha saúde deterioziou-se, a minha mentalidade encobriu-se, o meu corpo cedeu, apenas aqui moro eu, prestes a desvanecer, prestes a ir dormir e com receio de acordar e já não ver nada do que vê o meu corpo. Não há raio de sol forte o suficiente para desencadear a conexão entre mim e o meu corpo. Há quem deseje isto, o estado de passar pela vida como um fantasma para evitar dificuldades, eu preferia ter a depressão comigo, saberia lidar com ela, com isto, como é que lido com algo que me faz ver como se não existisse, como se eu não estivesse em nada do que presencio?

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