Traz a escada, para eu subir e conseguir ver o passado lá em baixo, desço, permaneço, sento-me e deixo o caos voar à minha volta, cravar-me irrigações de sono, não sou eu, são as minhas incertezas a parasitarem-se do meu medo. Traz a escada, outra vez, vou aqui ficar sentada a olhar para trás, a chorar o que suprimi, a deixar-me sobrecarregar pelo passado contigo a meu lado, um dia terei que te abraçar e amar para o meu temporário sempre. Somos tão cruéis um com o outro, mas sei que me queres feliz contigo, quero estar assim também, mas preciso de tempo, já perdi tanto, quero abrandar o passo. Sê um pouco mais frio, arrogante, enquanto me agarras na mão, leva-me contigo para aquele caminho que sabes como certo, deixas-me querer em ilusão e acabas tantas vezes por me levar a algo distante do que queria, termino a estar contente mas porque quase sempre não me surpreendes com o que quero? É por não ser o melhor para mim? O destino traçado? Traços em que tropeço... Não me peças para ter calma! Não sei lidar com o tempo que perdi, olho à minha volta, a minha idade requer mais do que sou, do que faço, abraça-me e garante-me que os próximos traços são fluídos de felicidade, não quero giz que se desvaneça com o passar do vento, que é apenas notável nos momentos frescos em que é pressionado, tracem-no com quase permanências, quase, quase, no silêncio em que me trazes, acredito-me sozinha, declaro-me insuficiente.
Tu queres o meu bem mas eu tenho medo do que requeres que eu faça.
Tu queres o meu bem mas eu tenho medo do que requeres que eu faça.
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