O ciclo da inspiração
Todos os que (con)vivem com a criatividade, seja por gosto ou trabalho, já se depararam por certo com as diversas fases que fazem parte da construção deste caminho. Os primeiros passos em território desconhecido, as ferramentas nunca vistas na vida, os erros, as tentativas frustradas, o lidar com o ego a sussurrar para deitar tudo ao lixo e nunca mais tentar. A traiçoeira comparação, o mergulho pela busca de inspiração, o deslumbramento pelo que se encontra, a admiração pelo talento abundante que cohabita à nossa volta. A primeira vez que se sente a paixão a arder, a criação a derramar da fonte para o suporte, o impulso de continuar. E daí se estabelece um ciclo, onde nenhuma dessas fases desparecem, tornam-se cada vez mais um desafio em proporção com o desenvolvimento de cada capacidade. Quanto mais desvendamos a panorâmica, mais temos com o que lidar. Há outra fase muito bonita, quando o orgulho saudável se impõe ao ego, e partilhamos com o mundo o que criámos, e chega a alguém, que ...