Não sei desde quando se desvaneceu o impulso de despejar palavras. Talvez tenha ficado submersa no mundo e ficado surda da minha essência. Pelo bem ou quando mal, escrever tem sido algo que surge naturalmente, sem intenção, apenas sentido. Agora... não a encontro. A vontade. Não é que me falte algo sobre que escrever mas sim a inspiração. Talvez precise de alguém que me inspire. Mas mais certamente preciso de ficar inspirada por aquilo que sou e com aquilo que me faz feliz. Que por acaso, ainda não sei bem o que é. Costumava ser escrever. Tenho-me perdido demasiado no caos e no deslumbramento fugaz.
Quando decidi ir embora, quando fui, deixei muito para trás que nunca mais vou voltar a ter. Escrever não era algo que queria ter deixado. Não escolhi deixar. Se há coisa que quero trazer comigo para o resto da vida são as palavras que ainda caiem honestas. Quero ter pelo menos esta voz.
Quando decidi ir embora, quando fui, deixei muito para trás que nunca mais vou voltar a ter. Escrever não era algo que queria ter deixado. Não escolhi deixar. Se há coisa que quero trazer comigo para o resto da vida são as palavras que ainda caiem honestas. Quero ter pelo menos esta voz.
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