Tenho estado a escrever sobre ti desde que adormeceste.
A casa está tão cheia de inútil, de velho, venenoso e de um constante sufoco. Contigo podia respirar liberdade, inspirar uma saída. Podia ser real, podia sentir-me.
Há quanto tempo não sou eu...
Há mais de seis meses e eu não sei como voltar até mim. Como volto a um sítio do qual não sei como saí? Vomitei o que sou e fiquei para fora de mim.
Quero ser eu.
A vida não tem sabor. Sinto-te a dor, a agonia, a morte, mas o sol não me toca.
O bom não consigo saborear mesmo estando de caras.
Nada sacode esta embriaguez sonâmbula.
Aquilo de existir e não sentir que se existe no corpo que se tem.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Linha correspondente

Sê, É