Gosto de fotografar pessoas de quem gosto. Gosto de lhes captar a essência boa. Ainda não consigo controlar totalmente, não capto exatamente como planeado. Às vezes as fotografias saem bem, não sei porquê. Saem melhor quando tenho calma ao tirá-las, quando estou bem naquele momento.
A fotografia é como a condução. Ambas projetam a personalidade de cada um. Uma pessoa insegura não terá uma condução confiante e controlada. Eu não tenho. Tal como não capto controladamente e com à vontade. Mas enquanto que a conduzir essas qualidades podem levar à destruição, na fotografia podem acentuar sentimentos. Quer dizer, as duas situações causam sentimentos, mas às vezes uma fotografia dramática é bonita, e um acidente de carro nunca o é.
Sei que ainda fotografo demasiado como são as coisas. A escrever não o faço. Mas a captar... talvez esteja em busca da autenticidade em cada um. Não a total, ninguém tem posse de toda. Mas a íntima, a pura essência. Ou a puta da essência, que não é puta nenhuma, muitas das vezes até é bastante púdica. Dizer pura da essência é uma espécie de politicamente correto, ou é mesmo. Há palavras que se usam só para esconder asneiradas. Está uma... maravilha! Oh se está, bela merda! Queres tu dizer. São poucas, mas há criaturas que são brutalmente honestas. Ao início choca um bocado. Onde está o benzinho, meu bem? Depois percebe-se que soa bem melhor assim. Depois de chatear um típico humano preguiçoso e desanimado por ter de fazer de novo. Depois percebe que fez melhor porque ouviu uma opinião honesta, seguida de uma crítica fundada. Ou fodida. Ah. Está foi boa. Uma boa merda.
Entretanto acabas tu a ser o honesto indesejado. (-Cala boca ou fala merda disfarçada de chocolate que assim não causa mossa!) Aqui entre nós que ninguém ouve o que escrevo, muitas vezes as pessoas não querem ouvir a tua opinião quando a pedem, só querem validação para seguir em frente com a teima deles com o ego todo teso.

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