Ir por onde?
Debaixo do céu que nos assiste, caminhando de mão dada à esperança que sempre nos agarrou a um caminho. Os sapatos estão gastos, descalço-me, sigo. Dizer que te amo? Nunca. Mas vou um dia deixar de me sentir assim, encontrar alguém que agarre nesta mão livre, alguém que deixe a esperança sem trabalho porque, o que haverá mais a esperar? Terei a felicidade em mim e, parte dela, a meu lado.
Por instantes, pensei que nunca ia amar ninguém, tu e ele, encaro-vos como provas de que não sou insensível como me pintam. Eu pintei-vos também, mas as vossas cores, eu nunca as vi. Determinei metas, deixei-as morrer, deixei-as matarem-me um pouco e, neste mundo por vezes oco, eu penso se alguma vez a vi, a pessoa que está à minha espera, como eu a espero. Seremos passageiros separados por algumas carruagens? Vou seguindo caminhos, fazendo desvios, levo a vida tentando sentir-me o mais leve possível, para que o vento do destino me leve onde ele me quer ver chegar. Ir por onde? Vou por mim, um dia, espera, chego até ti.
Por instantes, pensei que nunca ia amar ninguém, tu e ele, encaro-vos como provas de que não sou insensível como me pintam. Eu pintei-vos também, mas as vossas cores, eu nunca as vi. Determinei metas, deixei-as morrer, deixei-as matarem-me um pouco e, neste mundo por vezes oco, eu penso se alguma vez a vi, a pessoa que está à minha espera, como eu a espero. Seremos passageiros separados por algumas carruagens? Vou seguindo caminhos, fazendo desvios, levo a vida tentando sentir-me o mais leve possível, para que o vento do destino me leve onde ele me quer ver chegar. Ir por onde? Vou por mim, um dia, espera, chego até ti.
Comentários
Enviar um comentário