Foi sem querer
Irei um dia morrer a dizer que está tudo bem.
Não finjo de propósito, é inato. Assim que atravesso a porta para a realidade, estou em modo automático. Sou minimamente eu, o suficiente para não transparecerem as feridas, os dilúvios. Sozinha, o peso do mundo cai-me nos ombros, escorre-me piano abaixo e desalinha-me as teclas.
Desafinada não canto.
Sinto que carrego uma dor mórbida, que nem um sol de esplendor consegue ofuscar.
Não sei de onde vem tanta dor, tanta mágoa, tanto ressentimento.
Corrói-me, destrói-me lentamente de uma forma doentia. Por vezes, deixa que passe por mim um aroma de esperança, leva-me a acreditar que vou ser feliz. Depois arranca a cortina, e empurra-me para o nevoeiro. Ri-se. Abtraio-me. Ri-se. O meu eco desvanece poço abaixo.
Há momentos de solidão em que me permito estar comigo sem abafar que existo, e sinto estar a viver o último dia da minha vida. A quem ligo? A quem digo adeus? A quem peço desculpa?
Na verdade... nada me prende a não ser o meu medo da vida.
Não foi de propósito, e agora eu não sei qual o de estar aqui.
Não finjo de propósito, é inato. Assim que atravesso a porta para a realidade, estou em modo automático. Sou minimamente eu, o suficiente para não transparecerem as feridas, os dilúvios. Sozinha, o peso do mundo cai-me nos ombros, escorre-me piano abaixo e desalinha-me as teclas.
Desafinada não canto.
Sinto que carrego uma dor mórbida, que nem um sol de esplendor consegue ofuscar.
Não sei de onde vem tanta dor, tanta mágoa, tanto ressentimento.
Corrói-me, destrói-me lentamente de uma forma doentia. Por vezes, deixa que passe por mim um aroma de esperança, leva-me a acreditar que vou ser feliz. Depois arranca a cortina, e empurra-me para o nevoeiro. Ri-se. Abtraio-me. Ri-se. O meu eco desvanece poço abaixo.
Há momentos de solidão em que me permito estar comigo sem abafar que existo, e sinto estar a viver o último dia da minha vida. A quem ligo? A quem digo adeus? A quem peço desculpa?
Na verdade... nada me prende a não ser o meu medo da vida.
Não foi de propósito, e agora eu não sei qual o de estar aqui.
Comentários
Enviar um comentário