O Universo, a Vida e as Montanhas
O universo fala sem palavras, comunica nas entrelinhas das emoções, tenuemente entre e sobre os momentos que compõem o dia.
Muitas vezes pensei que não o conseguia ouvir por estar bloqueada, não conseguindo estabelecer ligações energéticas ou humanas. Não estava errada, porém o universo nunca deixa de comunicar, algo que se resume perceptível quando se supera aquele medo que estava enraizado ou quando se alcança um objectivo depois de aparentes infinitos momentos de frustração.
Felizmente a vida não se divide geometricamente por etapas, mas infelizmente há quem a encare e se conforme com essa ideia, que apenas nos compõe o nascimento, a vida que acontece a meio, e a morte. Não vale a pena perder tempo a pensar no depois do fim, a não ser que se saiba estar perto e se consiga minimizar a dor que vai causar aos outros. Os outros é que têm de receber a chamada, de reencaminhar a notícia, confirmar se aquele corpo te pertence (mesmo já vaziou de alma), organizar o funeral, receber os pêsames enquanto só querem desabar para lá do chão. Têm de se acostumar ao silêncio gritante do espaço que deixaste vazio, ao eco que se reproduz em qualquer coisa que tenhas tocado ou lugar pelo qual tenhas passado. As tuas loucuras, os teus gritos, os teus sorrisos. Só aos outros que te amam é que lhes faz diferença o depois do teu fim.
As pessoas investem anos a debater o céu e o inferno, que Deus adorar e o que fazer para se ter o céu garantido. Na minha percepção, o puro sentido de céu e inferno está na vida, e todos já pisámos qualquer um dos palcos. Já lidei com demónios em cenários interiormente catastróficos, que me fizeram querer deturpar a maratona e cortar a meta mais cedo. Também pisei brevemente o palco celestial. Todos os conceitos e crenças serão sempre abstractos e indefinidos.
Quando até o corpo ressoa com a mente de intuição ou de sensação de concretização destinada, é difícil que duvidar que há coisas que superam a ciência e as provas. E se acreditar nisso não afecta ninguém senão eu, não há crença que seja errada se for a que faz alguém mais feliz, até mesmo se for a ausência dela.
Subir montanhas e olhar para trás é das melhores sensações que se pode ter. Se depois do fim, a minha alma vaguear e eu constatar que existe mesmo um lugar para onde se vai depois, sei que a vista vai ser linda.
Muitas vezes pensei que não o conseguia ouvir por estar bloqueada, não conseguindo estabelecer ligações energéticas ou humanas. Não estava errada, porém o universo nunca deixa de comunicar, algo que se resume perceptível quando se supera aquele medo que estava enraizado ou quando se alcança um objectivo depois de aparentes infinitos momentos de frustração.
Felizmente a vida não se divide geometricamente por etapas, mas infelizmente há quem a encare e se conforme com essa ideia, que apenas nos compõe o nascimento, a vida que acontece a meio, e a morte. Não vale a pena perder tempo a pensar no depois do fim, a não ser que se saiba estar perto e se consiga minimizar a dor que vai causar aos outros. Os outros é que têm de receber a chamada, de reencaminhar a notícia, confirmar se aquele corpo te pertence (mesmo já vaziou de alma), organizar o funeral, receber os pêsames enquanto só querem desabar para lá do chão. Têm de se acostumar ao silêncio gritante do espaço que deixaste vazio, ao eco que se reproduz em qualquer coisa que tenhas tocado ou lugar pelo qual tenhas passado. As tuas loucuras, os teus gritos, os teus sorrisos. Só aos outros que te amam é que lhes faz diferença o depois do teu fim.
As pessoas investem anos a debater o céu e o inferno, que Deus adorar e o que fazer para se ter o céu garantido. Na minha percepção, o puro sentido de céu e inferno está na vida, e todos já pisámos qualquer um dos palcos. Já lidei com demónios em cenários interiormente catastróficos, que me fizeram querer deturpar a maratona e cortar a meta mais cedo. Também pisei brevemente o palco celestial. Todos os conceitos e crenças serão sempre abstractos e indefinidos.
Quando até o corpo ressoa com a mente de intuição ou de sensação de concretização destinada, é difícil que duvidar que há coisas que superam a ciência e as provas. E se acreditar nisso não afecta ninguém senão eu, não há crença que seja errada se for a que faz alguém mais feliz, até mesmo se for a ausência dela.
Subir montanhas e olhar para trás é das melhores sensações que se pode ter. Se depois do fim, a minha alma vaguear e eu constatar que existe mesmo um lugar para onde se vai depois, sei que a vista vai ser linda.
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