Vai ficar tudo bem
Ainda não acredito que tenho a vida a abrir-se para mim, ou se fui eu que desisti de lutar contra as correntes quando estendi os braços à vida para fazer o que quisesse de mim, para me arrasar ou deslumbrar.
Tentei por tantos anos ver florescer depois de todas as tempestades, tinha perdido toda a esperança; no destino, no caminho, nas pessoas que se atravessavam nele, em mim.
Tinha-me resignado a tudo o que me calhou sem escolher. E que tudo o que me calhou foi por não merecer melhor.
Até há poucos dias, estava em tréguas com tudo isso, a viver mesmo se sem sabor.
Mas fui derrubada num instante. Caí com um estrondo que que nunca antes senti. Senti como se me tivessem cravado no peito, e o meu corpo abraçou essa dor. Que todo o oxigénio foi sugado. Acreditei ter perdido tudo de vez, que era o meu fim. Deixei de ver bem, de me equilibrar, de conseguir respirar, ao mesmo tempo que queria vomitar toda a minha vida. Achava que ter sido destruída, de vez.
Achava que todos estes meses que investi a curar-me tinham sido roubados, que todas as mínimas vitórias, não tinham sido mais que momentos.
Lutei todos estes anos sozinha, procurei por esta ajuda sozinha, como a última oportunidade que me devia.
Cedi uma última vez à vida, e deixei que me mostrasse o que poderia ser, e depois da queda, voltei a sentir cor. Por estar com quem me quer de bem. E sorri.
Este caminho não terei de o fazer sozinha, por mais que me seja difícil acreditar que alguém quer estar comigo, que alguém gosta de mim... Estou a tentar com tudo de mim cultivar na minha vida a verdade, e derrubar as muralhas, para que me consiga contectar ao mundo, e para que ele me possa ver.
E finalmente, consegui respirar.
Vai ficar tudo bem.
Tentei por tantos anos ver florescer depois de todas as tempestades, tinha perdido toda a esperança; no destino, no caminho, nas pessoas que se atravessavam nele, em mim.
Tinha-me resignado a tudo o que me calhou sem escolher. E que tudo o que me calhou foi por não merecer melhor.
Até há poucos dias, estava em tréguas com tudo isso, a viver mesmo se sem sabor.
Mas fui derrubada num instante. Caí com um estrondo que que nunca antes senti. Senti como se me tivessem cravado no peito, e o meu corpo abraçou essa dor. Que todo o oxigénio foi sugado. Acreditei ter perdido tudo de vez, que era o meu fim. Deixei de ver bem, de me equilibrar, de conseguir respirar, ao mesmo tempo que queria vomitar toda a minha vida. Achava que ter sido destruída, de vez.
Achava que todos estes meses que investi a curar-me tinham sido roubados, que todas as mínimas vitórias, não tinham sido mais que momentos.
Lutei todos estes anos sozinha, procurei por esta ajuda sozinha, como a última oportunidade que me devia.
Cedi uma última vez à vida, e deixei que me mostrasse o que poderia ser, e depois da queda, voltei a sentir cor. Por estar com quem me quer de bem. E sorri.
Este caminho não terei de o fazer sozinha, por mais que me seja difícil acreditar que alguém quer estar comigo, que alguém gosta de mim... Estou a tentar com tudo de mim cultivar na minha vida a verdade, e derrubar as muralhas, para que me consiga contectar ao mundo, e para que ele me possa ver.
E finalmente, consegui respirar.
Vai ficar tudo bem.
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