Ser e Viver
Do que mais prova que não estou bem, é que nem escrevo. Estou tão sonâmbula e imune à vida que nem a dor nem a felicidade me atravessa ao ponto de me inspirar ou deixar-me a arder para despejar o que sinto.
Poderia continuar a divagar, a arrastar-me pela vida assim. Mas "assim", por mais que tenha um trabalho melhor, uma vida num sítio mais iluminado, um espaço só meu, não irá curar o que tem de ser tratado cá dentro. Que pesa, amassa, me impede de me entregar de alma à vida; com todos os riscos. Só dos riscos podem resultar as maiores felicidades.
Um passo no escuro, e outro, e mais um.
Não é sobre apagar a luz ao medo, é sobre aprender a domá-lo. É sobre perdoar; o meu passado, as pessoas que me moldaram, e a mim mesma, para poder dar cada passo com tudo de mim. Só resolvendo o passado, poderei aceitar o agora, viver e ser no momento.
E depois, naturalmente, sem pensar, irei escrever. Porque terei sentido ao ponto de o ter de contar. Irei fotografar porque terei o que captar e guardar para sempre comigo. Irei amar, porque terei espaço para o sentir.
Não é tanto sobre mudar todo o mundo, mas sobre fazer o melhor por ele e sobre deixar o melhor de nós enquanto caminhamos por aqui. É sobre moldar o melhor de mim e deixar um ponto de luz em todos os que se cruzaram comigo neste plano.
O significado da vida? Talvez não exista um.
Talvez a razão esteja em tudo o que se vive à procura desse sentido. E é isso que se deve aproveitar.
Ser o melhor que podemos, para vivermos o melhor deste mundo.
Poderia continuar a divagar, a arrastar-me pela vida assim. Mas "assim", por mais que tenha um trabalho melhor, uma vida num sítio mais iluminado, um espaço só meu, não irá curar o que tem de ser tratado cá dentro. Que pesa, amassa, me impede de me entregar de alma à vida; com todos os riscos. Só dos riscos podem resultar as maiores felicidades.
Um passo no escuro, e outro, e mais um.
Não é sobre apagar a luz ao medo, é sobre aprender a domá-lo. É sobre perdoar; o meu passado, as pessoas que me moldaram, e a mim mesma, para poder dar cada passo com tudo de mim. Só resolvendo o passado, poderei aceitar o agora, viver e ser no momento.
E depois, naturalmente, sem pensar, irei escrever. Porque terei sentido ao ponto de o ter de contar. Irei fotografar porque terei o que captar e guardar para sempre comigo. Irei amar, porque terei espaço para o sentir.
Não é tanto sobre mudar todo o mundo, mas sobre fazer o melhor por ele e sobre deixar o melhor de nós enquanto caminhamos por aqui. É sobre moldar o melhor de mim e deixar um ponto de luz em todos os que se cruzaram comigo neste plano.
O significado da vida? Talvez não exista um.
Talvez a razão esteja em tudo o que se vive à procura desse sentido. E é isso que se deve aproveitar.
Ser o melhor que podemos, para vivermos o melhor deste mundo.
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