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Faz muito tempo desde a última vez que escrevi por sentir.
E faz muito tempo porque há muito tempo que não sinto algo que me cative, que me desperte.
A rotina cobre o que está a turbilhar por baixo da pele. Um caos silencioso que, por vezes, vê a luz do dia e está com a ponta dos dedos na falésia. Há um vazio, um eco sufocante.
Então acrescento mais mantas, para sentir mais peso.
Então anulo-me dormir menos, vidro-me em ecrãs para desfocar a minha vida.
O vazio é tanto tudo, é o vazio de um espaço, de voz, de abraços, de amor.
E faz muito tempo porque há muito tempo que não sinto algo que me cative, que me desperte.
A rotina cobre o que está a turbilhar por baixo da pele. Um caos silencioso que, por vezes, vê a luz do dia e está com a ponta dos dedos na falésia. Há um vazio, um eco sufocante.
Então acrescento mais mantas, para sentir mais peso.
Então anulo-me dormir menos, vidro-me em ecrãs para desfocar a minha vida.
O vazio é tanto tudo, é o vazio de um espaço, de voz, de abraços, de amor.
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