Não é a hora do amanhã que nasce antes do despertar, não é o céu rosa algodão que se esconde antes de olhar, não é a brisa que se entala nas lágrimas nem os trovões que apagam as palavras.
Um dia, sem me aperceber, deixei de olhar em frente, de sentir do avesso, de absorver a vida. Mais tarde acordei, como quem acorda a um domingo mas se deixa estar de olhos fechados, e pensava estar apenas a ouvir a chuva, embrulhada no caos na rotina. Depois olhei e percebi que não via, sabia a cor da parede mas não a sentia, sabia que estava perdida, mas sem pistas de saída. Fui perdendo os sentidos, e em vez de despertar rebeldia, com medo que a confusão me alucinasse mais ainda, hibernei todas as partes que me definiam, dissolvi tudo o que já me magoou e moldou na mesma água da alegria.
É subtilmente fatal como a mente ergue barreiras quer se recue de medo ou se avance por coragem. Ainda espero acordar e ser segunda feira.
Um dia, sem me aperceber, deixei de olhar em frente, de sentir do avesso, de absorver a vida. Mais tarde acordei, como quem acorda a um domingo mas se deixa estar de olhos fechados, e pensava estar apenas a ouvir a chuva, embrulhada no caos na rotina. Depois olhei e percebi que não via, sabia a cor da parede mas não a sentia, sabia que estava perdida, mas sem pistas de saída. Fui perdendo os sentidos, e em vez de despertar rebeldia, com medo que a confusão me alucinasse mais ainda, hibernei todas as partes que me definiam, dissolvi tudo o que já me magoou e moldou na mesma água da alegria.
É subtilmente fatal como a mente ergue barreiras quer se recue de medo ou se avance por coragem. Ainda espero acordar e ser segunda feira.
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