O Tamanho do Mundo

O mundo é pequeno, para aqueles que não se libertam das correntes culturais, tradicionais, pessoais e quotidianas.
O mundo é pequeno quando olhamos o sofrimento nos olhos e lhe viramos a cara, quando deixamos coisas mal resolvidas, perdão por entregar ou devolver ou quando não agradecemos pelo que temos e somos agora.
O mundo é pequeno quando somos filhos dos nossos pais e não devolvemos o afeto com que nos nutriram, quando nem lhes damos uma décima do tempo que investiram em nós, quando são eles que precisam. É pequeno quando os pais desprezam a integridade e sonhos dos seus filhos, quando são usados como arma e escudo, esquecendo-se que uma criança é pura e livre de camadas, as palavras aguçadas cravam no centro e não à superfície, e que a falta de amor levará à dificuldade em florir enquanto crescer.
Os erros serão para sempre erros se deles não retirarmos lições e não aplicarmos perdões.
O mundo é enorme, para aqueles que se predispõem a olhar para lá do horizonte, mesmo sem saber ao certo onde, e mesmo assim caminham. Para aqueles que sonham mais alto do que se manifestam as vozes da possibilidade de falhar, que se deixam sentir do avesso e absorvem a vida por inteiro, filtrando as partes negativas.
O mundo é vasto e cheio de possibilidades para quem olha a dor nos olhos e, em vez de lhe virar a cara, lhe oferece um abraço, e depois lhe sorri, mesmo que com lágrimas nos olhos.
O mundo é do tamanho da alma de quem o vê.

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